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05 Fevereiro 2026
14 Janeiro 2026
A nova diretiva europeia, que entrou em vigor, introduz normas rigorosas para as empresas que operam com pallets de plástico. O objetivo é diminuir a poluição na origem e acelerar a transição para modelos de produção mais ecológicos.
Desde o passado dia 16 de dezembro, o espaço comunitário dispõe de um novo quadro legal focado na mitigação de perdas acidentais de pallets de plástico. A legislação define uma rigidez face aos incidentes ao longo de toda a cadeia logística, garantindo que o mercado único opere sob princípios de sustentabilidade e de concorrência leal.
As pallets de plástico constituem a unidade básica para a produção da vasta maioria dos objetos de plástico modernos. No entanto, o seu manuseamento incorreto tem sido apontado como um dos principais responsáveis pela disseminação de partículas de plástico nos ecossistemas. Devido à sua elevada resistência à biodegradação, estas partículas acumulam-se em meios hídricos e solos, infiltrando-se na cadeia alimentar e gerando preocupações crescentes sobre os seus efeitos na saúde pública e na biodiversidade.

O regulamento aplica-se a qualquer entidade económica na União Europeia que gere instalações onde se manuseiem, anualmente, cinco ou mais toneladas de pallets de plástico. Este espetro inclui fabricantes, centros de reciclagem, unidades de transformação e armazenistas. As transportadoras que movimentam estas pallets, quer por via terrestre quer marítima, também estão sujeitas ao cumprimento de normas específicas de contenção.
Prevenção e Certificação
A partir de agora, os operadores são obrigados a implementar estratégias de prevenção e protocolos de limpeza imediatos para qualquer derrame. A lei exige ainda a criação de planos de gestão de riscos personalizados à escala de cada operação.
Para os grandes intervenientes do setor — empresas que processem volumes superiores a 1.500 toneladas de pallets por ano — a exigência é superior, passando a ser obrigatória a obtenção de uma licença ou certificado de conformidade. Em contrapartida, de forma a salvaguardar a viabilidade económica dos pequenos negócios, as micro e pequenas empresas beneficiarão de requisitos administrativos mais ligeiros.
Próximos Passos e Normalização
A Comissão Europeia comprometeu-se a disponibilizar, até ao final de 2026, manuais de boas práticas e programas de formação para facilitar a adaptação das empresas. Paralelamente, os organismos de normalização europeus foram incumbidos de criar métodos uniformes para contabilizar as perdas de pallets, permitindo uma fiscalização mais precisa.
Com este novo dispositivo jurídico, a União Europeia reafirma o seu papel na liderança do combate às partículas de plástico, apostando na responsabilização direta dos agentes económicos como motor da mudança ambiental.
fonte: interplast.pt