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Tecnologia & Inovação

SEDLOM em projeto pioneiro de tecnologia Thixomolding

30 Abril 2021

A Sedlom faz parte, há já dois anos, de um projeto pioneiro que desenvolve moldes para injeção através da tecnologia Thixomolding. Trata-se de um sistema que apresenta muitas semelhanças com os moldes para injeção de plásticos, mas que acaba por ser um ‘concorrente’ da fundição injetada, utilizando o magnésio e permitindo a criação de peças mais leves e mais finas, em particular para aplicações nas indústrias da eletrónica ou informática, mas também automóvel, entre outras.


Chama-se tecnologia tixotrópica ou Thixomolding, dado o estágio em que se encontra o material a injetar. Um método alternativo de fundição, que utiliza ‘aparas’ de liga de magnésio como matéria-prima. Com algumas semelhanças com a injeção de plásticos, esta recente e inovadora tecnologia concorre de forma direta com a fundição injetada, mas apresenta algumas vantagens, desde logo, a criação de peças leves e de paredes mais finas.


A Sedlom disponibiliza esta solução ao mercado, ao participar, juntamente com outra empresa nacional, num projeto pioneiro no nosso país. Jorge Silva, da Sedlom, conta que a empresa já fabricou vários moldes para o desenvolvimento de peças a partir desta tecnologia. A empresa parceira neste projeto, adianta, começou a laboração, há quatro anos, com duas máquinas de injeção (que têm características específicas aplicadas ao Thixomolding, incluindo os periféricos) e, atualmente, já tem sete, sendo a maior empresa transformadora na Europa. Tanto a tecnologia ali aplicada, como a assistência técnica e formação são asseguradas pelo Japão, de onde são oriundas as máquinas. Jorge Silva admite que o projeto foi iniciado “com algum receio”. No entanto, tem caminhado a bom ritmo, contribuindo para isso a experiência que as duas empresas têm, quer na injeção de plástico, quer na fundição injetada. É que, sublinha, este processo “utiliza o know-how de ambos os processos”.


O responsável adianta que, nesta fase, a tecnologia está em condições de ser adotada por outras empresas. Nesse sentido, apresentou, em 2019, o Thixomolding a um conjunto de professores e estudantes universitários. No seu entender, “este processo vai, num futuro muito próximo, reduzir a quantidade de peças feitas pela fundição injetada”.



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Foto: SEDLOM