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“Nas nossas organizações, precisamos de pessoas que pensem ativamente”. E para que elas o façam, a formação tem um papel fundamental. Foi este o mote de mais uma sessão do ‘Talentum Online’ que decorreu no dia 9 de julho, dinamizado como habitualmente no âmbito da parceria estabelecida entre a CEFAMOL e a International Business Consulting (IBC), e que contou com a presença online de mais de duas dezenas de pessoas.
Subordinando a sua intervenção ao tema ‘Formação e Desenvolvimento como Promoção de Valor’, o orador da sessão, Artur Ferraz, começou por lembrar que quando se pensa em formação, é preciso ponderar a forma como esta é delineada. “Uma das principais questões é perceber se esta ou aquela formação resolve mesmo os problemas da organização”, afirmou, sublinhando que essa questão é fulcral, uma vez que a formação representa custos para as empresas. Em 2019, revelou, o custo de formação nas empresas de todo o mundo ascendeu a mais de 370 biliões de dólares.
E se, por um lado, os responsáveis das empresas se queixam de insatisfação com os resultados da formação, por outro, os colaboradores queixam-se de necessidade de conhecimento ou domínio de determinadas competências.
A estatística revela que “apenas 12% das pessoas dizem que aquilo que aprenderam em formação é aplicável no seu posto de trabalho”. Por isso, “é preciso ter muita atenção aos modelos de formação”. É que “a formação falha, sobretudo quando tenta resolver um problema (da organização) que não se resolve dessa forma”.
E esse é um dos principais erros que se cometem no que diz respeito à formação. Um outro, é frequentar a formação sem objetivos concretos; ou seja, para ‘colecionar diplomas’. Ou ainda para aprender conteúdos que não são alinhados com a realidade da organização ou aprender nos momentos errados. “São erros que estão, de alguma forma, enraizados, e é preciso mudar e encontrar formas de alcançar resultados com a formação”.
Artur Ferraz destacou também que “a formação tem de ser encarada como uma continuidade do trabalho, como um treino permanente”. E para justificar a sua necessidade, exemplificou aludindo a Cristiano Ronaldo e os treinos que o atleta tem de fazer, continuamente, para ser o melhor do mundo. “O mundo precisa de pessoas e organizações que se possam adaptar rapidamente à mudança e que estejam em constante aprendizagem”, defendeu, considerando que, “quanto mais cedo nos convencermos disto, mais depressa conseguimos melhorar as empresas”.
E a mudança, no seu entender, passa por um sistema de ‘Lean Learning’. Ou seja, “aprender as necessidades reais”, “aplicar o conteúdo rapidamente a contexto de trabalho” e “receber ‘feedback’ imediato e refinar a sua compreensão”. E isto, frisou, tem de ser feito permanentemente pelas organizações porque só desta forma é eficaz.
A sessão terminou com um conjunto de respostas a questões que foram sendo colocadas pelos participantes na sessão.
As C.A.O.S. Sessions voltarão no mês de setembro.