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Montagem de veículos sem qualquer intervenção humana até 2030 e um abrandamento significativo no investimento em inteligência artificial (IA). Estas são as conclusões centrais da mais recente análise da consultora Gartner ao setor automóvel.
A consultora de mercado prevê que, no final da década, "pelo menos um construtor automóvel alcançará a montagem de veículos totalmente automatizada". Segundo os analistas, quase metade dos principais líderes mundiais do setor — 12 em 25 — já se encontra a testar robótica avançada nas suas unidades fabris. A redução dos custos laborais, a compressão dos ciclos de produção e o aumento da qualidade poderão traduzir-se em veículos melhores e potencialmente mais baratos para o consumidor final.
Embora a necessidade de mão de obra direta na linha de montagem venha a diminuir, a Gartner ressalva que o impacto poderá ser mitigado. O surgimento de novas funções na supervisão de IA, manutenção de robôs e desenvolvimento de software poderá compensar a perda de postos de trabalho, desde que as empresas priorizem programas de requalificação profissional.
Quebra no crescimento da IA
O relatório traça um cenário menos otimista para a IA a médio prazo. Os analistas estimam que, até 2029, apenas 5% dos construtores manterão um forte crescimento nos seus investimentos em IA — uma queda drástica face aos atuais 95%.
"A indústria automóvel vive uma fase de euforia com a IA, onde muitas empresas perseguem inovações disruptivas sem antes estabelecerem uma base sólida", alerta a consultora. "Esta euforia acabará por dar lugar à desilusão, à medida que estas empresas falhem o cumprimento dos ambiciosos objetivos traçados para esta tecnologia."
Liderança tecnológica e vantagem competitiva
As empresas que detenham uma base de software robusta e uma liderança orientada para a tecnologia, com um foco consistente na IA a longo prazo, destacar-se-ão da concorrência.
A Gartner sublinha ainda que a vantagem competitiva recairá sobre as marcas geridas por executivos com forte aptidão técnica. Segundo a análise, é mais provável que estes líderes "elejam a IA como prioridade máxima", em detrimento da gestão focada nas prioridades tradicionais da indústria automóvel.
fonte: all-about-industries.com