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Foi uma sessão em tudo diferente das que, no último ano e meio, caraterizaram a forma de funcionamento do 'Programa Talentum' que, organizado pela CEFAMOL, aborda o papel da Pessoa nas Organizações. O auditório da Associação, onde decorreram as anteriores sessões, foi trocado pelo espaço virtual e foi a partir das suas casas ou empresas que as três dezenas de participantes acompanharam o dinamizador 'residente', Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC), a desenvolver o tema 'As novas reuniões: saber preparar e desenvolver reuniões à distância', na ação que decorreu no dia 15 de abril.
Um tema que está, afinal, na ordem do dia, num momento em que se alterou, repentinamente, o conceito de trabalho como muitos o conheciam. Hoje, lembrou o orador, grande número de profissionais trabalha a partir de casa, lidando por vezes com dúvidas e incertezas sobre a melhor forma de o fazer.
Esta situação é, afinal, o extremar de um conjunto de características que vinham marcando o mundo: a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade (VUCA, em inglês). "Temos de reconhecer o momento de exceção que vivemos com a pandemia do coronavírus, que provoca quase diariamente alterações e mudanças transversais a todas as áreas da Humanidade; e temos de ponderar se estamos preparados para trabalhar nesta nova forma", sublinhou, lembrando que "toda a organização do trabalho mudou, bem como as relações formais e informais entre as pessoas".
E toda esta mudança gerou "uma dose de dispersão". As empresas estavam organizadas de determinada forma e, a partir de agora, "têm de ser pensadas de maneira diferente". Com este distanciamento físico entre as pessoas, "o que acontece às equipas?", questionou-se. Para as manter coesas e motivadas "é preciso que se mantenham as reuniões, enquanto ferramenta de trabalho". Elas são, afinal, "um meio para focar as equipas" e permitem "estruturar tarefas e projetos".
No atual contexto, frisou Artur Ferraz, é imperativo que os líderes das equipas se foquem, no sentido de diminuir a ansiedade dos seus colaboradores, seja em relação ao futuro incerto caracterizado pela evolução da pandemia, seja pelo facto de não estarem habituados a trabalhar em ambiente de crise e, para mais, fora da sua zona de conforto (a nível laboral) que é a empresa. "Se não há uma ligação com a empresa, as pessoas sentem-se inseguras", afirmou, defendendo que, por isso, é tão importante a realização de reuniões.
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