A indústria automóvel europeia apelou ao avanço urgente e à conclusão das negociações do pacote automóvel da União Europeia até ao início do próximo ano. A definição céleres deste quadro regulatório é vista como fundamental para dar estabilidade e previsibilidade de planeamento às empresas transformadoras que integram a cadeia de valor.
Em reunião do Conselho de Veículos Ligeiros da Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis (ACEA), em Bruxelas, o presidente da entidade e CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, sublinhou que a reforma legislativa deve conciliar a descarbonização, a segurança económica e a preservação do emprego industrial na Europa. Para os fabricantes de moldes, que dependem diretamente dos ciclos de lançamento e investimento das construtoras, o apelo da ACEA por metas realistas e pelo fim de penalizações visa evitar travagens abruptas na produção e garantir a continuidade dos projetos de novos veículos.
Entre as propostas em cima da mesa, o setor defende uma transição baseada no mercado, flexibilidade no cumprimento de metas de CO₂ e a criação de um mecanismo de avaliação quinquenal a partir de 2028. Esta abordagem visa conceder às empresas tempo suficiente para concretizar investimentos e adaptar as suas infraestruturas. Adicionalmente, solicita-se um ajuste na trajetória dos veículos comerciais ligeiros e o reconhecimento do papel dos combustíveis renováveis e de novos materiais.
Para a fileira nacional de moldes, ganha especial relevância a proposta da Lei do Acelerador Industrial (IAA), que prevê supercréditos e incentivos para a produção de veículos e componentes "Made in Europe", incluindo modelos elétricos de pequenas dimensões. A valorização da produção local e a salvaguarda de parcerias com mercados vizinhos, como o Reino Unido, representam um forte estímulo à retenção do valor industrial no continente, reforçando a procura por moldes e ferramentas produzidos em Portugal.
Fonte: afia.pt