A evolução acelerada dos modelos de inteligência artificial está a redefinir as regras de jogo na automação industrial. Se, por um lado, a IA impulsiona a eficiência operacional nas fábricas inteligentes, por outro, está a ser utilizada para mapear vulnerabilidades em softwares de produção a ritmos sem precedentes, exigindo uma nova estratégia de proteção na indústria dos moldes.
A integração progressiva de algoritmos de inteligência artificial na maquinação CNC, nos sistemas de simulação e na robótica transformou o chão de fábrica do setor dos moldes numa rede hiperconectada. No entanto, estudos recentes revelam que as mais recentes gerações de IA conseguem detetar centenas de falhas de segurança em software industrial em poucas horas, encurtando drasticamente o tempo entre a descoberta de uma vulnerabilidade e um potencial ciberataque às redes de tecnologia operacional (OT).
Para as empresas de moldes, o desafio é duplo: tirar partido do potencial transformador da IA sem expor os equipamentos críticos a paragens não planeadas. Ao contrário do ecossistema informático tradicional, aplicar atualizações de segurança num centro de maquinação de alta velocidade ou numa célula robotizada exige interrupções na produção que afetam prazos de entrega rigorosos com setores exigentes, como o automóvel e o médico.
Diante desta nova realidade, investigadores e especialistas em automação defendem um acesso antecipado aos novos modelos de IA por parte dos programadores de software industrial e CAD/CAM, permitindo antecipar e corrigir falhas antes de serem exploradas. Para os fabricantes de moldes, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de otimização de processos e passa a exigir uma vigilância ativa sobre a resiliência dos sistemas inteligentes da fábrica.
Fonte: allaboutindustries.com