ASSINAR REVISTA
ASSINAR
NEGÓCIOS & MERCADOS
NEGÓCIOS & MERCADOS
Especial XII Congresso da Indústria de Moldes | A autonomia estratégica europeia também se constrói na engenharia e nos moldes
27 OUTUBRO 2026
TEMPO DE LEITURA: 1 MIN

A discussão em torno da autonomia estratégica europeia centra-se frequentemente no acesso a matérias-primas críticas, na autonomia tecnológica e no fabrico de produtos finais. No entanto, existe uma infraestrutura industrial indispensável e menos visível, sem a qual a soberania do continente simplesmente não é possível: o conhecimento de engenharia necessário para conceber processos, validar materiais e construir as ferramentas de produção em escala. A indústria de moldes situa-se no coração dessa capacidade produtiva e assume um papel insubstituível no novo ciclo de reindustrialização da Europa.



Nenhum produto inova verdadeiramente se ficar confinado à fase de projeto. Para chegar ao mercado com viabilidade económica, qualidade e rapidez, qualquer inovação exige simulação avançada, rigor dimensional e uma colaboração estreita entre o cliente e o especialista em ferramentas de fabrico. Ao longo de décadas, Portugal construiu uma reputação internacional sólida assente na precisão, na flexibilidade e na capacidade de resposta a desafios complexos. Num momento em que a Europa procura reconfigurar as suas cadeias de abastecimento e reduzir a dependência de mercados externos, o setor nacional de moldes dispõe de uma oportunidade histórica para reforçar o seu peso estratégico.


Garantir a autonomia estratégica europeia não implica produzir a totalidade dos componentes no continente, mas sim assegurar a retenção de competências industriais críticas para responder a necessidades essenciais. A evolução da proposta de valor da indústria portuguesa passa por participar cada vez mais cedo na conceção de novos produtos, integrar serviços digitais e acelerar a diversificação para setores de elevado rigor técnico, tais como a mobilidade, os dispositivos médicos, a eletrónica, a aeronáutica, a defesa e as embalagens sustentáveis.


Esta transformação exige uma cooperação estreita entre empresas, universidades, centros tecnológicos e entidades setoriais como a CEFAMOL, permitindo canalizar a investigação aplicada para a resolução de problemas reais das empresas. Em paralelo, o fortalecimento financeiro das PME revela-se determinante para sustentar os elevados investimentos necessários em automação, inteligência artificial e atração de talento qualificado.


A Europa necessita de instalações produtivas modernas, mas precisa sobretudo do conhecimento técnico capaz de conceber e fabricar os meios para as fazer operar. Compreender como a engenharia portuguesa de moldes pode consolidar este papel central na soberania industrial europeia é o grande eixo de reflexão que justifica a inclusão deste tema no programa do XII Congresso da Indústria de Moldes, marcado para os dias 26 e 27 de novembro, no Teatro Stephens, na Marinha Grande.


Não perca a oportunidade de participar ativamente neste debate determinante para o futuro da indústria nacional e europeia. As inscrições já se encontram abertas e podem ser formalizadas diretamente no site oficial do evento em www.cim-portugal.pt.

PUB
PUB
REVISTA MOLDE
BD EDIÇÃO
Aceda às centenas revistas MOLDE de forma TOTALMENTE GRATUITA
ASSINAR REVISTA
ASSINAR REVISTA
CONFIGURAÇÃO DE COOKIES
NECESSÁRIO
Os cookies necessários ajudam a tornar um site utilizável, permitindo funções básicas como navegação na página e acesso a áreas seguras do site. O site não pode funcionar corretamente sem esses cookies.
ESTATÍSTICAS
Os cookies estatísticos ajudam os proprietários de sites a entender como os visitantes interagem com os sites recolhendo e relatando informações anonimamente.
GUARDAR
REJEITAR OPCIONAIS
ACEITAR TUDO